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Autismo em mulheres: por que o diagnóstico costuma ser tardio e como a clínica deve se preparar
Historicamente associado a meninos, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) manifesta-se de maneira sutil no público feminino. Mulheres autistas desenvolvem mecanismos adaptativos intensos (camouflaging e masking), o que adia a identificação clínica para a vida adulta e resulta em diagnósticos equivocados de ansiedade ou depressão. Para a prática em ABA e áreas multidisciplinares, o acolhimento exige instrumentos sensíveis ao fenótipo feminino, anamnese contextual e protocolos de intervenção focados em regulação emocional e prevenção do esgotamento autista.